O Primeiro Passo rumo ao Jnana
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Português
O PRIMEIRO PASSO RUMO AO JNANA[6]*
[Uma aula de Jnana-Yoga (a união pela sabedoria) proferida em Nova York, na quarta-feira, 11 de dezembro de 1895, e registrada pelo Swami Kripananda]
A palavra jnana (o conhecimento espiritual) significa conhecimento. Deriva da raiz Jna — conhecer —, a mesma palavra da qual provém o seu termo inglês "to know". Jnana-Yoga é o Yoga (o caminho espiritual) por meio do conhecimento. Qual é o objeto do Jnana-Yoga? A liberdade. Liberdade de quê? Liberdade de nossas imperfeições, liberdade da miséria da vida. Por que somos miseráveis? Somos miseráveis porque estamos presos. O que é essa prisão? É a escravidão à natureza. Quem é que nos prende? Nós mesmos.
O universo inteiro está submetido à lei da causalidade. Não pode haver nada, nenhum fato — seja no mundo interno, seja no externo — que seja sem causa; e toda causa há de produzir um efeito.
Ora, essa escravidão em que nos encontramos é um fato. Não é preciso provar que estamos presos. Por exemplo: eu gostaria muito de sair desta sala atravessando esta parede, mas não consigo; gostaria muito de nunca adoecer, mas não posso impedir isso; gostaria muito de não morrer, mas tenho de morrer; gostaria muito de fazer milhões de coisas que não posso fazer. A vontade está ali, mas não conseguimos realizar o desejo. Quando temos algum desejo e não temos os meios de satisfazê-lo, obtemos aquela reação peculiar chamada miséria. Quem é a causa do desejo? Eu mesmo. Portanto, eu mesmo sou a causa de todas as misérias em que me encontro.
A miséria começa com o nascimento da criança. Fraca e desamparada, ela entra no mundo. O primeiro sinal de vida é o choro. Ora, como poderíamos ser a causa da miséria se a encontramos logo no início? Nós a causamos no passado. [Aqui o Swami Vivekananda passou a uma discussão razoavelmente longa sobre "a teoria muito interessante chamada Reencarnação". Ele prosseguiu:]
Para compreender a reencarnação, precisamos primeiro saber que, neste universo, algo jamais pode ser produzido a partir do nada. Se existe algo como a alma humana, ela não pode ser produzida a partir do nada. Se algo pudesse ser produzido a partir do nada, então algo também desapareceria no nada. Se somos produzidos a partir do nada, então também retornaremos ao nada. Aquilo que tem um começo deve ter um fim. Portanto, como almas, não poderíamos ter tido começo algum. Existimos desde sempre.
E, mais uma vez, se não existíssemos previamente, não há explicação para nossa existência presente. A criança nasce com um feixe de causas. Quantas coisas vemos numa criança que jamais podem ser explicadas até que admitamos que a criança teve experiência passada — por exemplo, o medo da morte e um grande número de tendências inatas. Quem ensinou o bebê a beber leite, e a fazê-lo de um modo tão peculiar? Onde adquiriu ele esse conhecimento? Sabemos que não pode haver conhecimento algum sem experiência, pois dizer que o conhecimento é intuitivo na criança, ou instintivo, é o que os lógicos chamariam de "petitio principii".[7]*
Seria a mesma [lógica] de quando um homem me pergunta por que a luz atravessa um vidro, e eu lhe respondo: "Porque ele é transparente". Isso não seria, na verdade, resposta alguma, porque eu estaria simplesmente traduzindo a palavra dele numa palavra maior. A palavra "transparente" significa "aquilo através do qual a luz passa" — e era exatamente essa a pergunta. A pergunta era por que a luz atravessa o vidro, e eu lhe respondi: "Porque ela atravessa o vidro".
Do mesmo modo, a pergunta era por que essas tendências estão na criança. Por que ela teria medo da morte se nunca viu a morte? Se esta é a primeira vez que nasceu, como soube sugar o leite materno? Se a resposta for "Ah, foi o instinto", isso é simplesmente devolver a pergunta. Se um homem se levanta e diz "Não sei", ele está numa posição melhor do que o homem que diz "É o instinto" e todas essas tolices.
Não existe isso de instinto; não existe isso de uma natureza separada do hábito. O hábito é a segunda natureza da pessoa, e o hábito é também a sua primeira natureza. Tudo o que há em sua natureza é o resultado do hábito, e o hábito é o resultado da experiência. Não pode haver conhecimento algum a não ser a partir da experiência.
Portanto, esse bebê também deve ter tido alguma experiência. Esse fato é admitido até pela moderna ciência materialista. Ela prova, para além de qualquer dúvida, que o bebê traz consigo um acervo de experiência. Ele não entra neste mundo como uma "tabula rasa" — uma mente em branco sobre a qual nada está escrito —, como acreditavam alguns dos antigos filósofos, mas já vem equipado com um feixe de conhecimento. Até aí, tudo bem.
Mas, embora a ciência moderna admita que esse feixe de conhecimento que a criança traz consigo foi adquirido por meio da experiência, ela afirma, ao mesmo tempo, que ele não é dela própria — e sim do seu pai, do seu avô e do seu bisavô. O conhecimento vem, dizem eles, por meio da transmissão hereditária.
Ora, isso é um passo à frente daquela velha teoria do "instinto", que só serve para bebês e idiotas. Essa teoria do "instinto" é um mero trocadilho com palavras e não tem significado algum. Um homem com o mínimo de capacidade de pensar e o mínimo de discernimento quanto à precisão lógica das palavras jamais ousaria explicar as tendências inatas pelo "instinto", termo que equivale a dizer que algo surgiu do nada. Mas a teoria moderna da transmissão por meio da experiência — embora, sem dúvida, um passo à frente da antiga — não é, de modo algum, suficiente. Por que não? Podemos compreender uma transmissão física, mas uma transmissão mental é impossível de compreender.
O que faz com que eu — que sou uma alma — nasça de um pai que me transmitiu certas qualidades? O que me faz voltar? O pai, possuindo certas qualidades, pode ser uma das causas vinculadoras. Admitindo que eu sou uma alma distinta que existia antes e que quer reencarnar — o que faz com que minha alma entre no corpo de um homem em particular? Para que a explicação seja suficiente, temos de supor uma transmissão hereditária de energias e também algo como a minha própria experiência anterior. É isso o que se chama Karma (a lei da ação e seus efeitos) ou, em inglês, a Lei da Causalidade, a lei da aptidão.
Por exemplo, se todas as minhas ações anteriores foram em direção à embriaguez, eu naturalmente gravitarei rumo a pessoas que estão transmitindo o caráter de um beberrão. Só posso tirar proveito do organismo produzido por aqueles pais que vêm transmitindo certa influência peculiar para a qual eu sou apto por causa de minhas ações anteriores. Vemos assim que é verdade que certa experiência hereditária é transmitida de pai para filho, e assim por diante. Ao mesmo tempo, é a minha experiência passada que me liga à causa particular da transmissão hereditária.
Uma teoria de simples transmissão hereditária tocaria apenas o homem físico e seria perfeitamente insuficiente para a alma interior do homem. Mesmo encarando a questão do ponto de vista mais puramente materialista — a saber, que não existe nada como uma alma no homem, e que o homem nada mais é do que um feixe de átomos sobre o qual atuam certas forças físicas e que funciona como um autômato —, mesmo admitindo isso, a mera teoria da transmissão seria bastante insuficiente.
As maiores dificuldades referentes à simples hipótese da mera transmissão física serão estas: se não existe nada como uma alma no homem, se ele não é nada mais do que um feixe de átomos sobre o qual atuam certas forças, então, no caso da transmissão, a alma do pai diminuiria na proporção do número de seus filhos; e o homem que tem cinco, seis ou oito filhos teria, no fim, de se tornar um idiota. A Índia e a China — onde os homens se reproduzem como ratos — estariam então cheias de idiotas. Mas, ao contrário, constatamos que a menor incidência de loucura está na Índia e na China.
A questão é: o que queremos dizer com a palavra transmissão? É uma palavra imponente, mas, como tantos outros termos impossíveis e sem sentido do mesmo tipo, entrou em uso sem que as pessoas a compreendessem. Se eu lhes perguntasse o que é transmissão, vocês descobririam que não têm nenhuma concepção real de seu significado, porque não há nenhuma ideia ligada a ela.
Examinemos a questão um pouco mais de perto. Digamos, por exemplo, que aqui está um pai. Nasce-lhe um filho. Vemos que as mesmas qualidades [que o pai possui] entraram em seu filho. Muito bem. Ora, como vieram as qualidades do pai a estar no filho? Ninguém sabe. Então essa lacuna os físicos modernos querem preencher com a imponente palavra transmissão. E o que significa essa transmissão? Ninguém sabe.
Como podem as qualidades mentais da experiência ser condensadas e feitas viver numa única célula de protoplasma? Não há diferença entre o protoplasma de um pássaro e o de um cérebro humano. Tudo o que podemos dizer a respeito da transmissão física é que ela consiste nas duas ou três células protoplásmicas extraídas do corpo do pai. É só isso. Mas que tolice supor que eras e eras de experiência humana passada tenham ficado comprimidas em algumas células protoplásmicas! É uma pílula grande demais a que pedem que vocês engulam com essa palavrinha transmissão.
Em tempos antigos, as igrejas tinham prestígio, mas hoje quem o tem é a ciência. E assim como, em tempos antigos, as pessoas nunca indagavam por si mesmas — nunca estudavam a Bíblia, e por isso os sacerdotes tinham uma ótima oportunidade de ensinar o que bem quisessem —, assim mesmo hoje a maioria das pessoas não estuda por si mesma e, ao mesmo tempo, tem um tremendo temor reverente diante de tudo o que se chama científico. Vocês deveriam lembrar que está chegando um papado pior do que jamais existiu na igreja — o chamado papado científico, que se tornou tão bem-sucedido que nos dita as coisas com mais autoridade do que o papado religioso.
Esses papas da ciência moderna são, de fato, grandes papas, mas às vezes nos pedem que acreditemos em coisas mais espantosas do que qualquer sacerdote ou qualquer religião jamais pediu. E uma dessas coisas espantosas é aquela teoria da transmissão, que eu nunca consegui entender. Se eu pergunto "O que vocês querem dizer com transmissão?", eles apenas a tornam um pouco mais fácil dizendo "É a transmissão hereditária". E se eu lhes digo "Isso, para mim, é tão claro quanto grego", eles a tornam ainda mais fácil dizendo "É a adesão das qualidades paternas nas células protoplásmicas". Desse modo, ela vai ficando cada vez mais fácil, até que minha mente fica confusa e enojada com a coisa toda.
Ora, uma coisa nós vemos: produzimos pensamento. Estou falando com vocês esta noite, e isso está produzindo pensamento no cérebro de vocês. Por esse ato de transmissão, entendemos que meus pensamentos estão sendo transmitidos para o cérebro e a mente de vocês, produzindo outros pensamentos. Isso é um fato cotidiano.
É sempre racional tomar o partido das coisas que se pode compreender — tomar o partido do fato. A transmissão do pensamento é perfeitamente compreensível. Portanto, somos capazes de adotar o [conceito de] transmissão do pensamento, e não apenas o de impressões hereditárias de células protoplásmicas. Não precisamos descartar a teoria, mas a ênfase principal deve recair sobre a transmissão do pensamento.
Ora, um pai não transmite pensamento. É somente o pensamento que transmite o pensamento. A criança que nasce existia previamente como pensamento. Todos nós existimos eternamente como pensamento e continuaremos a existir como pensamento.
Aquilo que pensamos, nosso corpo se torna. Tudo é fabricado pelo pensamento e, assim, somos os fabricantes de nossas próprias vidas. Somente nós somos responsáveis por tudo o que fazemos. É tolice clamar: "Por que sou infeliz?". Eu mesmo fabriquei a minha infelicidade. A culpa não é, de modo algum, do Senhor.
Alguém aproveita a luz do sol para arrombar a sua casa e roubá-lo. E então, quando é apanhado pelo policial, pode clamar: "Ó sol, por que me fizeste roubar?". A culpa não era, de modo algum, do sol, pois há milhares de outras pessoas que fizeram muito bem aos seus semelhantes sob a luz do mesmo sol. O sol não disse a esse homem que saísse por aí furtando e roubando.
Cada um de nós colhe o que nós mesmos semeamos. Essas misérias sob as quais sofremos, essas prisões contra as quais lutamos, foram causadas por nós mesmos, e ninguém mais no universo é culpado. Deus é o que menos tem culpa disso.
"Por que Deus criou este mundo mau?". Ele não criou este mundo mau, de modo algum. Nós o tornamos mau, e cabe a nós torná-lo bom. "Por que Deus me criou tão miserável?". Ele não criou. Ele me deu os mesmos poderes que [deu] a todo ser. Eu mesmo me trouxe a essa situação.
Será Deus o culpado por aquilo que eu mesmo fiz? Sua misericórdia é sempre a mesma. Seu sol brilha igualmente sobre os maus e os bons. Seu ar, Sua água, Sua terra dão as mesmas oportunidades aos maus e aos bons. Deus é sempre o mesmo Pai eterno e misericordioso. A única coisa que nos cabe fazer é suportar os resultados de nossos próprios atos.
Aprendemos que, em primeiro lugar, existimos eternamente; e, em segundo lugar, que somos os artífices de nossas próprias vidas. Não existe isso de destino. Nossas vidas são o resultado de nossas ações anteriores, do nosso Karma. E disso decorre naturalmente que, tendo sido nós mesmos os artífices do nosso Karma, também devemos ser capazes de desfazê-lo.
Toda a essência do Jnana-Yoga é mostrar à humanidade o método de desfazer esse Karma. Uma lagarta tece em torno de si um pequeno casulo com a substância de seu próprio corpo e, por fim, encontra-se aprisionada. Pode chorar, lamentar e gemer ali; ninguém virá em seu socorro até que ela se torne sábia e então saia, uma bela borboleta. Assim é com estas nossas prisões. Estamos girando e girando em torno de nós mesmos através de incontáveis eras. E agora nos sentimos miseráveis e choramos e nos lamentamos por causa de nossa prisão. Mas chorar e lamentar de nada adiantará. Precisamos pôr-nos a cortar essas prisões.
A principal causa de toda prisão é a ignorância. O homem não é mau por sua própria natureza — de modo algum. Sua natureza é pura, perfeitamente santa. Cada homem é divino. Cada homem que você vê é um Deus por sua própria natureza. Essa natureza está coberta pela ignorância, e é a ignorância que nos mantém presos. A ignorância é a causa de toda miséria. A ignorância é a causa de toda maldade; e o conhecimento tornará o mundo bom. O conhecimento removerá toda miséria. O conhecimento nos tornará livres. Essa é a ideia do Jnana-Yoga: o conhecimento nos tornará livres! Que conhecimento? Química? Física? Astronomia? Geologia? Eles nos ajudam um pouco, só um pouco. Mas o conhecimento principal é o de sua própria natureza. "Conhece-te a ti mesmo." Você precisa saber o que você é, qual é a sua real natureza. Você precisa tornar-se consciente daquela natureza infinita que há dentro de si. Então as suas prisões se romperão.
Estudando apenas o externo, o homem começa a sentir-se um nada. Esses vastos poderes da natureza, essas mudanças tremendas que ocorrem — comunidades inteiras varridas da face da terra num piscar de olhos, uma única erupção vulcânica despedaçando continentes inteiros —, ao perceber e estudar essas coisas, o homem começa a sentir-se fraco. Portanto, não é o estudo da natureza externa que torna [alguém] forte. Mas há a natureza interna do homem — um milhão de vezes mais poderosa do que qualquer erupção vulcânica ou qualquer lei da natureza — que conquista a natureza, que triunfa sobre todas as suas leis. E só ela ensina ao homem o que ele é.
"Conhecimento é poder", diz o provérbio, não é? É por meio do conhecimento que o poder vem. O homem precisa conhecer. Eis aqui um homem de poder e força infinitos. Ele próprio é, por sua própria natureza, potente e onisciente. E isso ele precisa saber. E quanto mais ele se torna consciente de seu próprio Eu, mais manifesta esse poder, e seus laços se rompem, e por fim ele se torna livre.
Como conhecer a nós mesmos? Essa é a questão que agora resta. Há vários modos de conhecer esse Eu, mas, no Jnana-Yoga, ele se vale do auxílio de nada além do puro raciocínio intelectual. Só a razão, só o intelecto, elevando-se à percepção espiritual, mostra o que somos.
Não há questão de acreditar. Descreia de tudo — essa é a ideia do jnani (seguidor do conhecimento). Não acredite em nada e descreia de tudo — esse é o primeiro passo. Ouse ser um racionalista. Ouse seguir a razão aonde quer que ela o conduza.
Ouvimos todos os dias pessoas ao nosso redor dizendo: "Eu ouso raciocinar". É, no entanto, algo muito difícil de fazer. Eu andaria duzentas milhas para olhar o rosto do homem que ousa raciocinar e seguir a razão. Nada é mais fácil de dizer, e nada é mais difícil de fazer. Estamos fadados a seguir superstições o tempo todo — velhas e veneráveis superstições, sejam nacionais, sejam pertencentes à humanidade em geral — superstições pertencentes à família, aos amigos, ao país, à moda, aos livros, ao sexo e ao que mais houver.
Fala-se em razão! Pouquíssimas pessoas, de fato, raciocinam. Você ouve um homem dizer: "Ah, não gosto de acreditar em nada; não gosto de tatear pela escuridão. Preciso raciocinar". E assim ele raciocina. Mas quando a razão despedaça as coisas que ele aperta contra o peito, ele diz: "Chega! Esse raciocínio está muito bem até que destrói os meus ideais. Pare aí!". Esse homem nunca será um jnani. Esse homem carregará sua prisão por toda a sua vida e nas vidas que estão por vir. Repetidas vezes ele cairá sob o poder da morte. Homens assim não são feitos para o Jnana. Há outros métodos para eles — como o Bhakti-Yoga, o Karma-Yoga ou o Raja-Yoga —, mas não o Jnana-Yoga.
Quero prepará-los dizendo que este método só pode ser seguido pelos mais audaciosos. Não pensem que o homem que não crê em nenhuma igreja ou que não pertence a nenhuma seita, ou o homem que se gaba de sua descrença, seja um racionalista. De modo algum. Nos tempos modernos, é antes bravata fazer qualquer coisa desse tipo.
Ser um racionalista exige mais do que descrença. Você precisa ser capaz não só de raciocinar, mas também de seguir os ditames de sua razão. Se a razão lhe diz que este corpo é uma ilusão, você está pronto para abandoná-lo? A razão lhe diz que o calor e o frio são meras ilusões de seus sentidos; você está pronto para enfrentar essas coisas? Se a razão lhe diz que nada do que os sentidos transmitem à sua mente é verdadeiro, você está pronto para negar sua percepção sensorial? Se você ousar, é um racionalista.
É muito difícil acreditar na razão e seguir a verdade. Este mundo inteiro está cheio ou dos supersticiosos ou de hipócritas de meio coração. Eu preferiria ficar ao lado da superstição e da ignorância a ficar ao lado desses hipócritas de meio coração. Eles não prestam. Eles ficam dos dois lados do rio.
Adote o que for, fixe o seu ideal e leve-o adiante com audácia até a morte. Esse é o caminho da salvação. A tibieza nunca levou a coisa alguma. Seja supersticioso, seja um fanático, se quiser, mas seja alguma coisa. Seja alguma coisa, mostre que você tem alguma coisa; mas não seja como esses indecisos com a verdade — esses faz-tudo que só querem obter uma espécie de cócega nervosa, uma dose de ópio, até que esse desejo do sensacional se torne um hábito.
O mundo está ficando cheio demais dessas pessoas. Ao contrário dos apóstolos que, segundo Cristo, eram o sal da terra, esses sujeitos são as cinzas, a imundície da terra. Então, primeiro limpemos o terreno e compreendamos o que se quer dizer com seguir a razão, e depois tentaremos compreender quais são os obstáculos a que sigamos a razão.
O primeiro obstáculo a que sigamos a razão é a nossa falta de disposição de ir até a verdade. Queremos que a verdade venha até nós. Em todas as minhas viagens, a maioria das pessoas me dizia: "Ah, essa religião de que você fala não é confortável. Dê-nos uma religião confortável!".
Não entendo o que querem dizer com essa "religião confortável". Nunca me foi ensinada nenhuma religião confortável em minha vida. Eu quero a verdade como minha religião. Se ela é confortável ou não, isso não me importa. Por que a verdade haveria de ser sempre confortável? Muitas vezes a verdade golpeia com força — como todos sabemos por nossa experiência. Aos poucos, depois de um longo convívio com tais pessoas, vim a descobrir o que elas queriam dizer com sua frase estereotipada. Essas pessoas entraram numa rotina e não ousam sair dela. A verdade é que tem de pedir desculpas a elas.
Certa vez conheci uma senhora que era muito apegada a seus filhos, ao seu dinheiro e a tudo o que era seu. Quando comecei a pregar a ela que o único caminho para Deus é abandonar tudo, ela deixou de vir no dia seguinte. Um dia ela veio e me disse que a razão de seu afastamento era que a religião que eu pregava era muito desconfortável. "Que tipo de religião seria confortável para a senhora?", perguntei, a fim de testá-la. Ela disse: "Quero ver Deus em meus filhos, em meu dinheiro, em meus diamantes".
"Muito bem, senhora", respondi. "Agora a senhora tem todas essas coisas. E terá de ver essas coisas ainda por milhões de anos. Então a senhora se chocará em algum lugar e virá à razão. Até que esse momento chegue, a senhora nunca chegará a Deus. Enquanto isso, continue vendo Deus em seus filhos, em seu dinheiro, em seus diamantes e em suas danças."
É difícil, quase impossível, para tais pessoas abrir mão do prazer dos sentidos. Ele cresceu nelas de nascimento em nascimento. Se você pedir a um porco que abra mão de seu chiqueiro e que vá para a sua mais bela sala de estar, ora, isso será a morte para o porco. "Deixe-me, eu preciso viver ali", diz o porco.
[Aqui o Swami Vivekananda explicou a história da peixeira: "Certa vez, uma peixeira foi hóspede na casa de um jardineiro que cultivava flores. Ela chegou ali com seu cesto vazio, depois de vender peixe no mercado, e foi convidada a dormir num quarto onde se guardavam flores. Mas, por causa da fragrância das flores, ela não conseguiu pegar no sono por muito tempo. Sua anfitriã viu a condição dela e disse: 'Olá! Por que você está se virando de um lado para o outro tão inquieta?'. A peixeira disse: 'Não sei, amiga. Talvez o cheiro das flores tenha perturbado o meu sono. Você pode me dar o meu cesto de peixe? Talvez isso me faça dormir'."][8]*
Assim é conosco. A maioria da humanidade se deleita com esse cheiro de peixe — este mundo, este prazer dos sentidos, este dinheiro e riqueza e bens e esposa e filhos. Toda essa tolice do mundo — esse cheiro de peixe — cresceu sobre nós. Não conseguimos ouvir nada além disso, não conseguimos ver nada além disso; nada vai além disso. Este é o universo inteiro.
Toda essa conversa sobre céu e Deus e alma nada significa para o homem comum. Ele já tem o céu aqui. Não tem nenhuma outra ideia além deste mundo. Quando você lhe fala de algo mais elevado, ele diz: "Essa não é uma religião confortável. Dê-nos algo confortável". Isso quer dizer que a religião nada mais é do que aquilo que ele está fazendo.
Se ele é um ladrão e você lhe diz que roubar é a coisa mais elevada que podemos fazer, ele dirá: "Essa é uma religião confortável". Se ele está trapaceando, você tem de lhe dizer que aquilo que ele está fazendo está certo; então ele aceitará o seu ensinamento como uma "religião confortável". Todo o problema é que as pessoas nunca querem sair de suas rotinas — nunca querem se livrar do velho cesto de peixe e de seu cheiro, a fim de viver. Se elas dizem "Eu quero a verdade", isso simplesmente significa que querem o cesto de peixe.
Quando você alcançou o conhecimento? Quando você está equipado com aquelas quatro disciplinas [isto é, as quatro qualificações para a realização discutidas na literatura vedanta: a discriminação entre o real e o irreal, a renúncia, os seis tesouros da virtude começando pela tranquilidade, e o anseio pela libertação]. Você precisa abandonar todo desejo de prazer, seja nesta vida, seja na próxima. Todos os prazeres desta vida são vãos. Deixe-os vir e ir conforme quiserem.
Aquilo que você ganhou por suas ações passadas ninguém pode tirar de você. Se você mereceu riqueza, pode enterrar-se na floresta e ela virá até você. Se você mereceu boa comida e roupa, pode ir ao polo norte e elas lhe serão trazidas. O urso polar as trará. Se você não as mereceu, pode conquistar o mundo e morrerá de fome. Então, por que você se incomoda com essas coisas? E, afinal, de que servem elas?
Quando crianças, todos nós pensamos que o mundo foi feito tão belo, e que massas de prazeres simplesmente esperam que saiamos ao seu encontro. Esse é o sonho de todo colegial. E quando ele sai para o mundo, o mundo de todos os dias, muito em breve seus sonhos se desvanecem. Assim é com as nações. Quando elas veem como cada cidade está construída sobre ruínas — cada floresta ergue-se sobre uma cidade —, então elas se convencem da vaidade deste mundo.
Todo o poder do conhecimento e da riqueza que um dia se constituiu passou — todas as ciências dos antigos, perdidas, perdidas para sempre. Ninguém sabe como. Isso nos ensina uma grandiosa lição. Vaidade das vaidades; tudo é vaidade e aflição de espírito. Se vimos tudo isso, então ficamos enojados com este mundo e com tudo o que ele nos oferece. Isso se chama Vairagya (o desapego), o não-apego, e é o primeiro passo rumo ao conhecimento.
O desejo natural do homem é ir em direção aos sentidos. Afastar-se dos sentidos leva-o de volta a Deus. Assim, a primeira lição que temos de aprender é afastar-nos das vaidades do mundo.
Por quanto tempo você vai continuar afundando e mergulhando e subindo por cinco minutos, para de novo afundar, de novo vir à tona e afundar, e assim por diante — atirado de cima a baixo? Por quanto tempo você será rodopiado nesta roda do Karma — para cima e para baixo, para cima e para baixo? Quantos milhares de vezes você foi rei e governante? Quantas vezes você esteve cercado de riqueza e mergulhado na pobreza? Quantos milhares de vezes você esteve de posse dos maiores poderes? Mas, de novo, você teve de tornar-se homem, rolando para baixo nesta corrida louca das águas do Karma. Esta tremenda roda do Karma não para nem pelas lágrimas da viúva nem pelo choro do órfão.
Por quanto tempo você vai continuar? Por quanto tempo? Você será como aquele velho que passara toda a sua vida na prisão e que, ao ser solto, implorou que o levassem de volta à sua cela escura e imunda do calabouço? É esse o caso de todos nós! Apegamo-nos com toda a nossa força a esta cela baixa, escura e imunda chamada este mundo — a esta existência hedionda e quimérica em que somos chutados de um lado para o outro como uma bola de futebol por todo vento que sopra.
Somos escravos nas mãos da natureza — escravos de um pedaço de pão, escravos do elogio, escravos da censura, escravos da esposa, do marido, do filho, escravos de tudo. Ora, eu vou por todo o mundo — mendigo, furto, roubo, faço qualquer coisa — para fazer feliz um menino que talvez seja corcunda ou de aparência feia. Farei toda espécie de maldade para fazê-lo feliz. Por quê? Porque sou pai dele. E, ao mesmo tempo, há milhões e milhões de meninos neste mundo morrendo de fome — meninos belos no corpo e na mente. Mas eles nada são para mim. Que morram todos. Sou capaz de matá-los todos para salvar este único patife a quem dei à luz. Isso é o que vocês chamam de amor. Eu não. Eu não. Isso é brutalidade.
Há milhões de mulheres — belas no corpo e na mente, boas, gentis, virtuosas — morrendo de fome neste exato minuto. Não me importo nem um pouco com elas. Mas aquela Jennie que é minha — que me bate três vezes por dia e me repreende o dia inteiro —, por aquela Jennie eu vou mendigar, tomar emprestado, trapacear e furtar para que ela tenha um belo vestido.
Vocês chamam isso de amor? Eu não. Isso é mero desejo, desejo animal — nada mais. Afastem-se dessas coisas. Não há fim para esses sonhos hediondos? Ponham fim a eles.
Quando a mente chega àquele estado de repugnância por todas as vaidades da vida, isso se chama afastar-se da natureza. Esse é o primeiro passo. Todos os desejos devem ser abandonados — até mesmo o desejo de obter o céu.
O que são esses céus, afinal? Lugares onde se cantam salmos o tempo todo. Para quê? Para viver ali e ter um belo corpo saudável, com uma luz fosforescente ou algo dessa espécie saindo de cada parte, com uma auréola em torno da cabeça, e com asas e o poder de atravessar a parede?
Se há poderes, eles têm de passar, mais cedo ou mais tarde. Se há um céu — como pode haver muitos céus, com vários graus de prazer —, não pode existir um corpo que viva para sempre. A morte nos alcançará, mesmo ali.
Toda conjunção deve ter uma disjunção. Nenhum corpo, mais sutil ou mais grosseiro, pode ser fabricado sem que partículas de matéria se reúnam. Sempre que duas partículas se reúnem, elas são mantidas juntas por certa atração; e virá um tempo em que essas partículas se separarão. Esta é a lei eterna. Assim, onde quer que haja um corpo — quer mais grosseiro, quer mais sutil, quer no céu, quer na terra —, a morte o vencerá.
Portanto, todos os desejos de prazer nesta vida, ou numa vida por vir, devem ser abandonados. As pessoas têm um desejo natural de desfrutar; e quando não encontram seus prazeres egoístas nesta vida, pensam que, depois da morte, terão muito prazer em algum outro lugar. Se esses prazeres não nos levam ao conhecimento nesta vida, neste mundo, como poderão nos trazer conhecimento em outra vida?
Qual é a meta do homem? O prazer ou o conhecimento? Certamente não o prazer. O homem não nasceu para ter prazer ou para sofrer dor. O conhecimento é a meta. O conhecimento é o único prazer que podemos ter.
Todos os prazeres dos sentidos pertencem ao bruto. E quanto mais vem o prazer no conhecimento, mais esses prazeres dos sentidos decaem. Quanto mais animalesco é um homem, mais ele desfruta dos prazeres dos sentidos. Nenhum homem pode comer com o mesmo gosto de um cão faminto. Nunca nasceu homem algum capaz de sentir o mesmo prazer em comer que um touro comum. Veja como toda a alma deles está naquela comida. Ora, seus milionários dariam milhões por aquele prazer em comer — mas não podem tê-lo.
Este universo é como um oceano perfeitamente equilibrado. Você não pode erguer uma onda num lugar sem produzir uma depressão em outro. A soma total de energia no universo é a mesma por toda parte. Você a gasta em algum lugar, você a perde em outro. O bruto a tem, mas a gastou em seus sentidos; e cada um de seus sentidos é cem vezes mais forte do que o do homem.
Como o cão fareja a distância! Como ele segue uma pegada! Nós não conseguimos fazer isso. Assim é com o homem selvagem. Seus sentidos são menos aguçados do que os do animal, mas mais aguçados do que os do homem civilizado.
As classes mais baixas em todo país desfrutam intensamente de tudo o que é físico. Seus sentidos são mais fortes do que os das pessoas cultas. Mas, à medida que você sobe cada vez mais alto na escala, você vê o poder do pensamento aumentar e os poderes dos sentidos diminuir, na mesma proporção.
Tome um [bruto], corte-o [por assim dizer] em pedaços, e em cinco dias ele está perfeitamente bem. Mas se eu arranho você, é quase certo que você sofrerá por semanas ou meses. Aquela energia de vida que ele exibe — você também a tem. Mas, em você, ela é usada na constituição de seu cérebro, na fabricação do pensamento. Assim é com todos os deleites e todos os prazeres. Ou desfrute do prazer dos sentidos — viva como o bruto e torne-se um bruto — ou renuncie a essas coisas e torne-se livre.
As grandes civilizações — do que elas morreram? Elas foram em busca do prazer. E foram cada vez mais para baixo até que, pela misericórdia de Deus, os selvagens vieram para exterminá-las, para que não víssemos brutos humanos rosnando por aí. Os selvagens dizimaram aquelas nações que se haviam embrutecido por meio do prazer dos sentidos, para que não se encontrasse o elo perdido de Darwin.
A verdadeira civilização não significa aglomerar-se em cidades e viver uma vida tola, mas ir em direção a Deus, controlar os sentidos e, assim, tornar-se o soberano nesta casa do Eu.
Pense na escravidão em que estamos [presos]. Cada forma bela que vejo, cada som de elogio que ouço, atrai-me imediatamente; cada palavra de censura que ouço repele-me imediatamente. Cada tolo tem influência sobre a minha mente. Cada pequeno movimento no mundo causa em mim uma impressão. Será esta uma vida que valha a pena viver?
Assim, quando você tiver percebido a miséria desta existência física — quando você tiver se convencido de que tal vida não vale a pena ser vivida —, você terá dado o primeiro passo rumo ao Jnana.
English
THE FIRST STEP TOWARDS JNANA[6]*
[A Jnâna-Yoga class delivered in New York, Wednesday, December 11, 1895, and recorded by Swami Kripananda]
The word Jnâna means knowledge. It is derived from the root Jnâ — to know — the same word from which your English word to know is derived. Jnana-Yoga is Yoga by means of knowledge. What is the object of the Jnana-Yoga? Freedom. Freedom from what? Freedom from our imperfections, freedom from the misery of life. Why are we miserable? We are miserable because we are bound. What is the bondage? The bondage is of nature. Who is it that binds us? We, ourselves.
The whole universe is bound by the law of causation. There cannot be anything, any fact — either in the internal or in the external world — that is uncaused; and every cause must produce an effect.
Now this bondage in which we are is a fact. It need not be proved that we are in bondage. For instance: I would be very glad to get out of this room through this wall, but I cannot; I would be very glad if I never became sick, but I cannot prevent it; I would be very glad not to die, but I have to; I would be very glad to do millions of things that I cannot do. The will is there, but we do not succeed in accomplishing the desire. When we have any desire and not the means of fulfilling it, we get that peculiar reaction called misery. Who is the cause of desire? I, myself. Therefore, I myself am the cause of all the miseries I am in.
Misery begins with the birth of the child. Weak and helpless, he enters the world. The first sign of life is weeping. Now, how could we be the cause of misery when we find it at the very beginning? We have caused it in the past. [Here Swami Vivekananda entered into a fairly long discussion of "the very interesting theory called Reincarnation". He continued:]
To understand reincarnation, we have first to know that in this universe something can never be produced out of nothing. If there is such a thing as a human soul, it cannot be produced out of nothing. If something can be produced out of nothing, then something would disappear into nothing also. If we are produced out of nothing, then we will also go back into nothing. That which has a beginning must have an end. Therefore, as souls we could not have had any beginning. We have been existing all the time.
Then again, if we did not exist previously, there is no explanation of our present existence. The child is born with a bundle of causes. How many things we see in a child which can never be explained until we grant that the child has had past experience — for instance, fear of death and a great number of innate tendencies. Who taught the baby to drink milk and to do so in a peculiar fashion? Where did it acquire this knowledge? We know that there cannot be any knowledge without experience, for to say that knowledge is intuitive in the child, or instinctive, is what the logicians would call a "petitio principii".[7]*
It would be the same [logic] as when a man asks me why light comes through a glass, and I answer him, "Because it is transparent". That would be really no answer at all because I am simply translating his word into a bigger one. The word "transparent" means "that through which light comes" — and that was the question. The question was why light comes through the glass, and I answered him, "Because it comes through the glass".
In the same way, the question was why these tendencies are in the child. Why should it have fear of death if it never saw death? If this is the first time it was ever born, how did it know to suck the mother's milk? If the answer is "Oh, it was instinct", that is simply returning the question. If a man stands up and says, "I do not know", he is in a better position than the man who says, "It is instinct" and all such nonsense.
There is no such thing as instinct; there is no such thing as nature separate from habit. Habit is one's second nature, and habit is one's first nature too. All that is in your nature is the result of habit, and habit is the result of experience. There cannot be any knowledge but from experience.
So this baby must have had some experience too. This fact is granted even by modern materialistic science. It proves beyond doubt that the baby brings with it a fund of experience. It does not enter into this world with a "tabula rasa" — a blank mind upon which nothing is written — as some of the old philosophers believed, but ready equipped with a bundle of knowledge. So far so good.
But while modern science grants that this bundle of knowledge which the child brings with it was acquired through experience, it asserts, at the same time, that it is not its own — but its father's and its grandfather's and its great-grandfather's. Knowledge comes, they say, through hereditary transmission.
Now this is one step in advance of that old theory of "instinct", that is fit only for babies and idiots. This "instinct" theory is a mere pun upon words and has no meaning whatsoever. A man with the least thinking power and the least insight into the logical precision of words would never dare to explain innate tendencies by "instinct", a term which is equivalent to saying that something came out of nothing. But the modern theory of transmission through experience — though, no doubt, a step in advance of the old one — is not sufficient at all. Why not? We can understand a physical transmission, but a mental transmission is impossible to understand.
What causes me — who am a soul — to be born with a father who has transmitted certain qualities? What makes me come back? The father, having certain qualities, may be one binding cause. Taking for granted that I am a distinct soul that was existing before and wants to reincarnate — what makes my soul go into the body of a particular man? For the explanation to be sufficient, we have to assume a hereditary transmission of energies and such a thing as my own previous experience. This is what is called Karma, or, in English, the Law of Causation, the law of fitness.
For instance, if my previous actions have all been towards drunkenness, I will naturally gravitate towards persons who are transmitting a drunkard's character. I can only take advantage of the organism produced by those parents who have been transmitting a certain peculiar influence for which I am fit by my previous actions. Thus we see that it is true that a certain hereditary experience is transmitted from father to son, and so on. At the same time, it is my past experience that joins me to the particular cause of hereditary transmission.
A simply hereditary transmission theory will only touch the physical man and would be perfectly insufficient for the internal soul of man. Even when looking upon the matter from the purest materialistic standpoint — viz. that there is no such thing as a soul in man, and man is nothing but a bundle of atoms acted upon by certain physical forces and works like an automaton — even taking that for granted, the mere transmission theory would be quite insufficient.
The greatest difficulties regarding the simple hypothesis of mere physical transmission will be here: If there be no such thing as a soul in man, if he be nothing more than a bundle of atoms acted upon by certain forces, then, in the case of transmission, the soul of the father would decrease in ratio to the number of his children; and the man who has five, six or eight children must, in the end, become an idiot. India and China — where men breed like rats — would then be full of idiots. But, on the contrary, we find that the least amount of lunacy is in India and China.
The question is, What do we mean by the word transmission? It is a big word, but, like so many other impossible and nonsensical terms of the same kind, it has come into use without people understanding it. If I were to ask you what transmission is, you would find that you have no real conception of its meaning because there is no idea attached to it.
Let us look a little closer into the matter. Say, for instance, here is a father. A child is born to him. We see that the same qualities [which the father possesses] have entered into his child. Very good. Now how did the qualities of the father come to be in the child? Nobody knows. So this gap the modern physicists want to fill with the big word transmission. And what does this transmission mean? Nobody knows.
How can mental qualities of experience be condensed and made to live in one single cell of protoplasm? There is no difference between the protoplasm of a bird and that of a human brain. All we can say with regard to physical transmission is that it consists of the two or three protoplasmic cells cut from the father's body. That is all. But what nonsense to assume that ages and ages of past human experience got compressed into a few protoplasmic cells! It is too tremendous a pill they ask you to swallow with this little word transmission.
In olden times the churches had prestige, but today science has got it. And just as in olden times people never inquired for themselves — never studied the Bible, and so the priests had a very good opportunity to teach whatever they liked — so even now the majority of people do not study for themselves and, at the same time, have a tremendous awe and fear before anything called scientific. You ought to remember that there is a worse popery coming than ever existed in the church — the so-called scientific popery, which has become so successful that it dictates to us with more authority than religious popery.
These popes of modern science are great popes indeed, but sometimes they ask us to believe more wonderful things than any priest or any religion ever did. And one of those wonderful things is that transmission theory, which I could never understand. If I ask, "What do you mean by transmission?" they only make it a little easier by saying, "It is hereditary transmission". And if I tell them, "That is rather Greek to me", they make it still easier by saying, "It is the adherence of paternal qualities in the protoplasmic cells". In that way it becomes easier and easier, until my mind becomes muddled and disgusted with the whole thing.
Now one thing we see: we produce thought. I am talking to you this evening and it is producing thought in your brain. By this act of transmission we understand that my thoughts are being transmitted into your brain and your mind, and producing other thoughts. This is an everyday fact.
It is always rational to take the side of things which you can understand — to take the side of fact. Transmission of thought is
perfectly understandable. Therefore we are able to take up the [concept of] transmission of thought, and not of hereditary impressions of protoplasmic cells alone. We need not brush aside the theory, but the main stress must be laid upon the transmission of thought.
Now a father does not transmit thought. It is thought alone that transmits thought. The child that is born existed previously as thought. We all existed eternally as thought and will go on existing as thought.
What we think, that our body becomes. Everything is manufactured by thought, and thus we are the manufacturers of our own lives. We alone are responsible for whatever we do. It is foolish to cry out: "Why am I unhappy?" I made my own unhappiness. It is not the fault of the Lord at all.
Someone takes advantage of the light of the sun to break into your house and rob you. And then when he is caught by the policeman, he may cry: "Oh sun, why did you make me steal?" It was not the sun's fault at all, because there are thousands of other people who did much good to their fellow beings under the light of the same sun. The sun did not tell this man to go about stealing and robbing.
Each one of us reaps what we ourselves have sown. These miseries under which we suffer, these bondages under which we struggle, have been caused by ourselves, and none else in the universe is to blame. God is the least to blame for it.
"Why did God create this evil world?" He did not create this evil world at all. We have made it evil, and we have to make it good. "Why did God create me so miserable?" He did not. He gave me the same powers as [He did] to every being. I brought myself to this pass.
Is God to blame for what I myself have done? His mercy is always the same. His sun shines on the wicked and the good alike. His air, His water, His earth give the same chances to the wicked and the good. God is always the same eternal, merciful Father. The only thing for us to do is to bear the results of our own acts.
We learn that, in the first place, we have been existing eternally; in the second place that we are the makers of our own lives. There is no such thing as fate. Our lives are the result of our previous actions, our Karma. And it naturally follows that having been ourselves the makers of our Karma, we must also be able to unmake it.
The whole gist of Jnana-Yoga is to show humanity the method of undoing this Karma. A caterpillar spins a little cocoon around itself out of the substance of its own body and at last finds itself imprisoned. It may cry and weep and howl there; nobody will come to its rescue until it becomes wise and then comes out, a beautiful butterfly. So with these our bondages. We are going around and around ourselves through countless ages. And now we feel miserable and cry and lament over our bondage. But crying and weeping will be of no avail. We must set ourselves to cutting these bondages.
The main cause of all bondage is ignorance. Man is not wicked by his own nature — not at all. His nature is pure, perfectly holy. Each man is divine. Each man that you see is a God by his very nature. This nature is covered by ignorance, and it is ignorance that binds us down. Ignorance is the cause of all misery. Ignorance is the cause of all wickedness; and knowledge will make the world good. Knowledge will remove all misery. Knowledge will make us free. This is the idea of Jnana-Yoga: knowledge will make us free! What knowledge? Chemistry? Physics? Astronomy? Geology? They help us a little, just a little. But the chief knowledge is that of your own nature. "Know thyself." You must know what you are, what your real nature is. You must become conscious of that infinite nature within. Then your bondages will burst.
Studying the external alone, man begins to feel himself to be nothing. These vast powers of nature, these tremendous changes occurring — whole communities wiped off the face of the earth in a twinkling of time, one volcanic eruption shattering to pieces whole continents — perceiving and studying these things, man begins to feel himself weak. Therefore, it is not the study of external nature that makes [one] strong. But there is the internal nature of man—a million times more powerful than any volcanic eruption or any law of nature — which conquers nature, triumphs over all its laws. And that alone teaches man what he is.
"Knowledge is power", says the proverb, does it not? It is through knowledge that power comes. Man has got to know. Here is a man of infinite power and strength. He himself is by his own nature potent and omniscient. And this he must know. And the more he becomes conscious of his own Self, the more he manifests this power, and his bonds break and at last he becomes free.
How to know ourselves? the question remains now. There are various ways to know this Self, but in Jnana-Yoga it takes the help of nothing but sheer intellectual reasoning. Reason alone, intellect alone, rising to spiritual perception, shows what we are.
There is no question of believing. Disbelieve everything — that is the idea of the Jnani. Believe nothing and disbelieve everything — that is the first step. Dare to be a rationalist. Dare to follow reason wherever it leads you.
We hear everyday people saying all around us: "I dare to reason". It is, however, a very difficult thing to do. I would go two hundred miles to look at the face of the man who dares to reason and to follow reason. Nothing is easier to say, and nothing is more difficult to do. We are bound to follow superstitions all the time — old, hoary superstitions, either national or belonging to humanity in general — superstitions belonging to family, to friends, to country, to fashion, to books, to sex and to what-not.
Talk of reason! Very few people reason, indeed. You hear a man say, "Oh, I don't like to believe in anything; I don't like to grope through darkness. I must reason". And so he reasons. But when reason smashes to pieces things that he hugs unto his breast, he says, "No more! This reasoning is all right until it breaks my ideals. Stop there!" That man would never be a Jnani. That man will carry his bondage all his life and his lives to come. Again and again he will come under the power of death. Such men are not made for Jnana. There are other methods for them — such as bhakti-yoga, Karma-Yoga, or Râja-Yoga — but not Jnana-Yoga.
I want to prepare you by saying that this method can be followed only by the boldest. Do not think that the man who believes in no church or belongs to no sect, or the man who boasts of his unbelief, is a rationalist. Not at all. In modern times it is rather bravado to do anything like that.
To be a rationalist requires more than unbelief. You must be able not only to reason, but also to follow the dictates of your reason. If reason tells you that this body is an illusion, are you ready to give it up? Reason tells you that heat and cold are mere illusions of your senses; are you ready to brave these things? If reason tells you that nothing that the senses convey to your mind is true, are you ready to deny your sense perception? If you dare, you are a rationalist.
It is very hard to believe in reason and follow truth. This whole world is full either of the superstitious or of half-hearted hypocrites. I would rather side with superstition and ignorance than stand with these half-hearted hypocrites. They are no good. They stand on both sides of the river.
Take anything up, fix your ideal and follow it out boldly unto death. That is the way to salvation. Half-heartedness never led to anything. Be superstitious, be a fanatic if you please, but be something. Be something, show that you have something; but be not like these shilly-shallyers with truth — these jacks-of-all-trades who just want to get a sort of nervous titillation, a dose of opium, until this desire after the sensational becomes a habit.
The world is getting too full of such people. Contrary to the apostles who, according to Christ, were the salt of the earth, these fellows are the ashes, the dirt of the earth. So let us first clear the ground and understand what is meant by following reason, and then we will try to understand what the obstructions are to our following reason.
The first obstruction to our following reason is our unwillingness to go to truth. We want truth to come to us. In all my travels, most people told me: "Oh, that is not a comfortable religion you talk about. Give us a comfortable religion!"
I do not understand what they mean by this "comfortable religion". I was never taught any comfortable religion in my life. I want truth for my religion. Whether it be comfortable or not, I do not care. Why should truth be comfortable always? Truth many times hits hard — as we all know by our experience. Gradually, after a long intercourse with such persons, I came to find out what they meant by their stereotypical phrase. These people have got into a rut, and they do not dare to get out of it. Truth must apologize to them.
I once met a lady who was very fond of her children and her money and her everything. When I began to preach to her that the only way to God is by giving up everything, she stopped coming the next day. One day she came and told me that the reason for her staying away was because the religion I preached was very uncomfortable. "What sort of religion would be comfortable to you?" I asked in order to test her. She said: "I want to see God in my children, in my money, in my diamonds".
"Very good, madam", I replied. "You have now got all these things. And you will have to see these things millions of years yet. Then you will be bumped somewhere and come to reason. Until that time comes, you will never come to God. In the meantime, go on seeing God in your children and in your money and your diamonds and your dances."
It is difficult, almost impossible, for such people to give up sense enjoyment. It has grown upon them from birth to birth. If you ask a pig to give up his sty and to go into your most beautiful parlour, why it will be death to the pig. "Let go, I must live there", says the pig.
[Here Swami Vivekananda explained the story of the fishwife: "Once a fishwife was a guest in the house of a gardener who raised flowers. She came there with her empty basket, after selling fish in the market, and was asked to sleep in a room where flowers were kept. But, because of the fragrance of the flowers, she couldn't get to sleep for a long time. Her hostess saw her condition and said, 'Hello! Why are you tossing from side to side so restlessly?' The fishwife said: 'I don't know, friend. Perhaps the smell of the flowers has been disturbing my sleep. Can you give me my fish-basket? Perhaps that will put me to sleep'."][8]*
So with us. The majority of mankind delights in this fish smell — this world, this enjoyment of the senses, this money and wealth and chattel and wife and children. All this nonsense of the world — this fishy smell — has grown upon us. We can hear nothing beyond it, can see nothing beyond it; nothing goes beyond it. This is the whole universe.
All this talk about heaven and God and soul means nothing to an ordinary man. He has heaven already here. He has no other idea beyond this world. When you tell him of something higher, he says, "That is not a comfortable religion. Give us something comfortable". That is to say that religion is nothing but what he is doing.
If he is a thief and you tell him that stealing is the highest thing we can do, he will say, "That is a comfortable religion". If he is cheating, you have to tell him that what he is doing is all right; then he will accept your teaching as a "comfortable religion". The whole trouble is that people never want to get out of their ruts — never want to get rid of the old fish-basket and smell, in order to live. If they say, "I want the truth", that simply means that they want the fish-basket.
When have you reached knowledge? When you are equipped with those four disciplines [i.e. the four qualifications for attainment discussed in Vedantic literature: discrimination between the real and the unreal, renunciation, the six treasures of virtue beginning with tranquillity, and longing for liberation]. You must give up all desire of enjoyment, either in this life or the next. All enjoyments of this life are vain. Let them come and go as they will.
What you have earned by your past actions none can take away from you. If you have deserved wealth, you can bury yourself in the forest and it will come to you. If you have deserved good food and clothing, you may go to the north pole and they will be brought to you. The polar bear will bring them. If you have not deserved them, you may conquer the world and will die of starvation. So, why do you bother about these things? And, after all, what is the use of them?
As children we all think that the world is made so very nice, and that masses of pleasures are simply waiting for our going out to them. That is every schoolboy's dream. And when he goes out into the world, the everyday world, very soon his dreams vanish. So with nations. When they see how every city is built upon ruins — every forest stands upon a city — then they become convinced of the vanity of this world.
All the power of knowledge and wealth once made has passed away — all the sciences of the ancients, lost, lost forever. Nobody knows how. That teaches us a grand lesson. Vanity of vanities; all is vanity and vexation of the spirit. If we have seen all this, then we become disgusted with this world and all it offers us. This is called Vairâgya, non-attachment, and is the first step towards knowledge.
The natural desire of man is to go towards the senses. Turning away from the senses takes him back to God. So the first lesson we have to learn is to turn away from the vanities of the world.
How long will you go on sinking and diving down and going up for five minutes, to again sink down, again come up and sink, and so on — tossed up and down? How long will you be whirled on this wheel of Karma — up and down, up and down? How many thousands of times have you been kings and rulers? How many times have you been surrounded by wealth and plunged into poverty? How many thousands of times have you been possessed of the greatest powers? But again you had to become men, rolling down on this mad rush of Karma's waters. This tremendous wheel of Karma stops neither for the widow's tears nor the orphan's cry.
How long will you go on? How long? Will you be like that old man who had spent all his life in prison and, when let out, begged to be brought back into his dark and filthy dungeon cell? This is the case with us all! We cling with all our might to this low, dark, filthy cell called this world — to this hideous, chimerical existence where we are kicked about like a football by every wind that blows.
We are slaves in the hands of nature — slaves to a bit of bread, slaves to praise, slaves to blame, slaves to wife, to husband, to child, slaves to everything. Why, I go about all over the world — beg, steal, rob, do anything — to make happy a boy who is, perhaps, hump-backed or ugly-looking. I will do every wicked thing to make him happy. Why? Because I am his father. And, at the same time, there are millions and millions of boys in this world dying of starvation — boys beautiful in body and in mind. But they are nothing to me. Let them all die. I am apt to kill them all to save this one rascal to whom I have given birth. This is what you call love. Not I. Not I. This is brutality.
There are millions of women — beautiful in body and mind, good, gentle, virtuous — dying of starvation this minute. I do not care for them at all. But that Jennie who is mine — who beats me three times a day, and scolds me the whole day — for that Jennie I am going to beg, borrow, cheat and steal so that she will have a nice gown.
Do you call that love? Not I. This is mere desire, animal desire — nothing more. Turn away from these things. Is there no end to these hideous dreams? Put a stop to them.
When the mind comes to that state of disgust with all the vanities of life, it is called turning away from nature. This is the first step. All desires must be given up — even the desire of getting heaven.
What are these heavens anyhow? Places where to sing psalms all the time. What for? To live there and have a nice healthy body with phosphorescent light or something of this kind coming out of every part, with a halo around the head, and with wings and the power to penetrate the wall?
If there be powers, they must pass away sooner or later. If there is a heaven — as there may be many heavens with various grades of enjoyment — there cannot be a body that lives forever. Death will overtake us, even there.
Every conjunction must have a disjunction. No body, finer or coarser, can be manufactured without particles of matter coming together. Whenever two particles come together, they are held by a certain attraction; and there will come a time when those particles will separate. This is the eternal law. So, wherever there is a body — either grosser or finer, either in heaven or on earth — death will overcome it.
Therefore, all desires of enjoyment in this life, or in a life to come, should be given up. People have a natural desire to enjoy; and when they do not find their selfish enjoyments in this life, they think that after death they will have a lot of enjoyment somewhere else. If these enjoyments do not take us towards knowledge in this life, in this world, how can they bring us knowledge in another life?
Which is the goal of man? Enjoyment or knowledge? Certainly not enjoyment. Man is not born to have pleasure or to suffer pain. Knowledge is the goal. Knowledge is the only pleasure we can have.
All the sense pleasures belong to the brute. And the more the pleasure in knowledge comes, these sense pleasures fall down. The more animal a man is, the more he enjoys the pleasures of the senses. No man can eat with the same gusto as a famished dog. No man was ever born who could feel the same pleasure in eating as an ordinary bull. See how their whole soul is in that eating. Why, your millionaires would give millions for that enjoyment in eating — but they cannot have it.
This universe is like a perfectly balanced ocean. You cannot raise a wave in one place without making a hollow in another one. The sum total of energy in the universe is the same throughout. You spend it in some place, you lose it in another. The brute has got it, but he spent it on his senses; and each of his senses is a hundred times stronger than that of man.
How the dog smells at a distance! How he traces a footstep! We cannot do that. So, in the savage man. His senses are less keen than the animal's, but keener than the civilized man's.
The lower classes in every country intensely enjoy everything physical. Their senses are stronger than those of the cultured. But as you go higher and higher in the scale, you see the power of thought increasing and the powers of the senses decreasing, in the same ratio.
Take a [brute], cut him [as it were] to pieces, and in five days he is all right. But if I scratch you, it is ten to one you will suffer for weeks or months. That energy of life which he displays — you have it too. But with you, it is used in making up your brain, in the manufacture of thought. So with all enjoyments and all pleasures. Either enjoy the pleasure of the senses — live like the brute and become a brute — or renounce these things and become free.
The great civilizations — what have they died of? They went for pleasure. And they went further down and down until, under the mercy of God, savages came to exterminate them, lest we would see human brutes growling about. Savages killed off those nations that became brutalized through sense enjoyment, lest Darwin's missing link would be found.
True civilization does not mean congregating in cities and living a foolish life, but going Godward, controlling the senses, and thus becoming the ruler in this house of the Self.
Think of the slavery in which we are [bound]. Every beautiful form I see, every sound of praise I hear, immediately attracts me; every word of blame I hear immediately repels me. Every fool has an influence over my mind. Every little movement in the world makes an impression upon me. Is this a life worth living?
So when you have realized the misery of this physical existence — when you have become convinced that such a life is not worth living — you have made the first step towards Jnana.
Texto do Wikisource, em domínio público. Publicação original da Advaita Ashrama.