Um Poema Inacabado
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Português
UM POEMA INACABADO
(New Discoveries, Vol. 3, p. 490. Este poema sem data está preservado nos arquivos do Vedanta Centre, Cohasset, Massachusetts. Cf. “My Play is Done”, [6]Complete Works, VI.)
De vida em vida, espero aqui junto aos portões — eles
não se abrem.
Minha língua está ressequida de preces incessantes, e turvos
ficaram meus olhos
De tanto perscrutar a escuridão para captar
um único raio há muito buscado;
Meu coração está tomado de negro desespero, toda esperança
quase fugiu.
———
E, em pé sobre a estreita crista da vida, abaixo de mim
o abismo eu vejo —
Contenda e tristeza, escuridão profunda da vida e da morte
em turbilhão,
De louca agitação, lutas vãs, de insensatez vagando
livre.
De um lado, este negro abismo — estremeço até de vê-lo —
Do outro, este muro . . .
English
AN UNFINISHED POEM
(New Discoveries, Vol. 3. p. 490. This undated poem is preserved in the archives of the Vedanta Centre, Cohasset, Massachusetts. Cf. “My Play is Done”, [6]Complete Works, VI.)
From life to life I am waiting here at the gates — they
open not.
My tongue is parched with ceaseless prayers and dim
my eyes have grown
With constant straining through the gloom to catch
one ray long sought;
My heart is seized with dark despair, all hope well-
nigh has flown.
———
And standing on life's narrow ridge, beneath the
chasm I see —
Strife and sorrow, darkness deep of whirling life and
death,
Of mad commotion, struggles vain, of folly roaming
free.
On one side this dark abyss — I shudder to see it even —
On the other this wall . . .
Texto do Wikisource, em domínio público. Publicação original da Advaita Ashrama.