Arquivo Vivekananda

Um Poema Inacabado

Volume9 poem
138 palavras · 1 min de leitura · Writings: Prose and Poems(Original and Translated)

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Português

UM POEMA INACABADO

(New Discoveries, Vol. 3, p. 490. Este poema sem data está preservado nos arquivos do Vedanta Centre, Cohasset, Massachusetts. Cf. “My Play is Done”, [6]Complete Works, VI.)

De vida em vida, espero aqui junto aos portões — eles

não se abrem.

Minha língua está ressequida de preces incessantes, e turvos

ficaram meus olhos

De tanto perscrutar a escuridão para captar

um único raio há muito buscado;

Meu coração está tomado de negro desespero, toda esperança

quase fugiu.

———

E, em pé sobre a estreita crista da vida, abaixo de mim

o abismo eu vejo —

Contenda e tristeza, escuridão profunda da vida e da morte

em turbilhão,

De louca agitação, lutas vãs, de insensatez vagando

livre.

De um lado, este negro abismo — estremeço até de vê-lo —

Do outro, este muro . . .

English

AN UNFINISHED POEM

(New Discoveries, Vol. 3. p. 490. This undated poem is preserved in the archives of the Vedanta Centre, Cohasset, Massachusetts. Cf. “My Play is Done”, [6]Complete Works, VI.)

From life to life I am waiting here at the gates — they

open not.

My tongue is parched with ceaseless prayers and dim

my eyes have grown

With constant straining through the gloom to catch

one ray long sought;

My heart is seized with dark despair, all hope well-

nigh has flown.

———

And standing on life's narrow ridge, beneath the

chasm I see —

Strife and sorrow, darkness deep of whirling life and

death,

Of mad commotion, struggles vain, of folly roaming

free.

On one side this dark abyss — I shudder to see it even —

On the other this wall . . .


Texto do Wikisource, em domínio público. Publicação original da Advaita Ashrama.