II Panditji Maharaj
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Português
II
Bombaim,
20 de setembro de 1892.
Caro Panditji Maharaj,
Sua carta chegou-me devidamente. Não sei por que eu deveria ser louvado sem merecimento. "Ninguém é bom, senão um, isto é, Deus", como disse o Senhor Jesus. Os demais são apenas instrumentos em Suas mãos. "Gloria in Excelsis", "Glória a Deus nas alturas", e aos homens que o merecem, mas não a um indigno como eu. Aqui "o servo não é digno da paga"; e um Faquir, especialmente, não tem direito a louvor algum, pois você louvaria seu servo por simplesmente cumprir o seu dever?
. . . Minha gratidão sem limites ao Pandit Sundarlalji, e ao meu Professor, por esta gentil lembrança de mim.
Agora vou dizer-lhe outra coisa. A mente hindu sempre foi dedutiva e nunca sintética ou indutiva. Em todas as nossas filosofias, encontramos sempre argumentos de sutilezas mínimas, partindo de alguma proposição geral tida como certa, mas a própria proposição pode ser tão pueril quanto possível. Ninguém jamais questionou ou investigou a verdade dessas proposições gerais. Portanto, de pensamento independente quase não temos nada digno de menção, e daí a escassez daquelas ciências que são fruto da observação e da generalização. E por que foi assim? — Por duas causas: o calor tremendo do clima, que nos obriga a amar o repouso e a contemplação mais do que a atividade, e os brâmanes, na qualidade de sacerdotes, que nunca empreendiam jornadas ou viagens a terras distantes. Houve navegadores e pessoas que viajaram para longe; mas eram quase sempre comerciantes, isto é, pessoas de quem o domínio sacerdotal e seu próprio e único amor ao lucro haviam retirado toda capacidade de desenvolvimento intelectual. Assim, suas observações, em vez de acrescentar ao acervo do conhecimento humano, antes o degeneravam; pois suas observações eram más, e seus relatos, exagerados e torcidos em formas fantásticas, até que ultrapassavam todo reconhecimento.
Veja, então, que devemos viajar, devemos ir a terras estrangeiras. Devemos ver como funciona a máquina da sociedade em outros países e manter comunicação livre e aberta com o que se passa nas mentes de outras nações, se realmente quisermos voltar a ser uma nação. E acima de tudo, devemos deixar de tiranizar. A que estado ridículo fomos reduzidos! Se um Bhangi chega a alguém como Bhangi, é evitado como a peste; mas, tão logo recebe um copo de água derramado sobre a cabeça, com alguns murmúrios de oração de um Padre, e veste um casaco nas costas, por mais puído que seja, e entra no aposento do mais ortodoxo dos hindus — não vejo o homem que ouse, então, recusar-lhe uma cadeira e um caloroso aperto de mãos! A ironia não pode ir mais longe. E venha ver o que eles, os Padres, estão fazendo aqui no Dakshin (sul). Estão convertendo as classes inferiores aos lakhs; e em Travancore, o país mais dominado pelos sacerdotes em toda a Índia — onde cada pedaço de terra pertence aos brâmanes . . . quase um quarto tornou-se cristão! E eu não os posso censurar; que parte têm eles em Davi e que parte em Jessé? Quando, quando, ó Senhor, será o homem irmão do homem?
Seu,
Vivekananda.
Notas
English
II
Bombay,
20th September, 1892.
Dear Panditji Mahârâj,
Your letter has reached me duly. I do not know why I should be undeservingly praised. "None is good, save One, that is, God", as the Lord Jesus bath said. The rest are only tools in His hands. "Gloria in Excelsis", "Glory unto God in the highest", and unto men that deserve, but not to such an undeserving one like me. Here "the servant is not worthy of the hire"; and a Fakir, especially, has no right to any praise whatsoever, for would you praise your servant for simply doing his duty?
. . . My unbounded gratitude to Pandit Sundarlalji, and to my Professor for this kind remembrance of me.
Now I would tell you something else. The Hindu mind was ever deductive and never synthetic or inductive. In all our philosophies, we always find hair-splitting arguments, taking for granted some general proposition, but the proposition itself may be as childish as possible. Nobody ever asked or searched the truth of these general propositions. Therefore independent thought we have almost none to speak of, and hence the dearth of those sciences which are the results of observation and generalization. And why was it thus? — From two causes: The tremendous heat of the climate forcing us to love rest and contemplation better than activity, and the Brâhmins as priests never undertaking journeys or voyages to distant lands. There were voyagers and people who travelled far; but they were almost always traders, i.e. people from whom priestcraft and their own sole love for gain had taken away all capacity for intellectual development. So their observations, instead of adding to the store of human knowledge, rather degenerated it; for their observations were bad and their accounts exaggerated and tortured into fantastical shapes, until they passed all recognition.
So you see, we must travel, we must go to foreign parts. We must see how the engine of society works in other countries, and keep free and open communication with what is going on in the minds of other nations, if we really want to be a nation again. And over and above all, we must cease to tyrannise. To what a ludicrous state are we brought! If a Bhângi comes to anybody as a Bhangi, he would be shunned as the plague; but no sooner does he get a cupful of water poured upon his head with some mutterings of prayers by a Pâdri, and get a coat on his back, no matter how threadbare, and come into the room of the most orthodox Hindu — I don't see the man who then dare refuse him a chair and a hearty shake of the hands! Irony can go no further. And come and see what they, the Pâdris, are doing here in the Dakshin (south). They are converting the lower classes by lakhs; and in Travancore, the most priestridden country in India — where every bit of land is owned by the Brahmins . . . nearly one-fourth has become Christian! And I cannot blame them; what part have they in David and what in Jesse? When, when, O Lords shall man be brother to man?
Yours,
Vivekananda.
Notes
Texto do Wikisource, em domínio público. Publicação original da Advaita Ashrama.