À Minha Própria Alma
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Português
Espera ainda um pouco, Coração Forte,
Não te apartes de um jugo que durou a vida inteira,
Embora o presente pareça murcho, e o futuro, sombrio.
E parece já uma era desde que você e eu iniciamos nossa
Marcha morro acima ou morro abaixo. Navegando suaves por
Mares que são tão singulares —
Tu, mais perto de mim do que muitas vezes eu de mim mesmo —
Anunciando os movimentos da mente antes mesmo que existissem!
Reflexo fiel — teu pulso tão afinado ao meu,
Tu, nota perfeita dos pensamentos, por mais sutis que sejam —
Vamos nos separar agora, Registrador, diga?
Em ti há amizade, fé,
Pois tu advertias quando maus pensamentos fermentavam —
E ainda que, ai de mim, tua advertência fosse lançada ao vento,
Seguias o mesmo de sempre — bom e verdadeiro.
## Referências
English
Hold yet a while, Strong Heart,
Not part a lifelong yoke
Though blighted looks the present, future gloom.
And age it seems since you and I began our
March up hill or down. Sailing smooth o'er
Seas that are so rare --
Thou nearer unto me, than oft - times I myself --
Proclaiming mental moves before they were!
Reflector true -- thy pulse so timed to mine,
Thou perfect note of thoughts, however fine --
Shall we now part, Recorder, say?
In thee is friendship, faith,
For thou didst warn when evil thoughts were brewing --
And though, alas, thy warning thrown away,
Went on the same as ever -- good and true.
## References
Texto do Wikisource, em domínio público. Publicação original da Advaita Ashrama.