Congresso da Unidade Religiosa
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Português
Swami Vivekananda disse: "Todas as palavras pronunciadas neste parlamento chegam à conclusão comum de que a fraternidade humana é o fim altamente desejável. Muito se disse a respeito dessa fraternidade como sendo uma condição natural, visto que somos todos filhos de um só Deus. Ora, existem seitas que não admitem a existência de Deus — isto é, de um Deus Pessoal. A menos que queiramos deixar essas seitas de fora, ao relento — e, nesse caso, nossa fraternidade não será universal —, precisamos que a nossa plataforma seja ampla o bastante para abranger toda a humanidade. Disse-se aqui que devemos fazer o bem aos nossos semelhantes, porque todo ato mau ou vil recai sobre quem o pratica. Isso me parece ter o sabor do lojista — nós primeiro, nossos irmãos depois. Penso que devemos amar nosso irmão, quer acreditemos ou não na paternidade universal de Deus, porque toda religião e todo credo reconhecem o homem como divino, e você não deve causar-lhe dano algum, para que não fira aquilo que é divino nele."
English
Swami Vivekananda said, "All the words spoken at this parliament come to the common conclusion that the brotherhood of man is the much - to - be - desired end. Much has been said for this brotherhood as being a natural condition, since we are all children of one God. Now, there are sects that do not admit of the existence of God -- that is, a Personal God. Unless we wish to leave those sects out in the cold -- and in that case our brotherhood will not be universal -- we must have our platform broad enough to embrace all mankind. It has been said here that we should do good to our fellow men, because every bad or mean deed reacts on the doer. This appears to me to savour of the shopkeeper -- ourselves first, our brothers afterwards. I think we should love our brother whether we believe in the universal fatherhood of God or not, because every religion and every creed recognises man as divine, and you should do him no harm that you might not injure that which is divine in him."
Texto do Wikisource, em domínio público. Publicação original da Advaita Ashrama.