Terça-feira, 9 de julho
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Português
(REGISTRADO PELA SENHORITA S. E. WALDO, UMA DISCÍPULA)
TERÇA-FEIRA, 9 de julho de 1895.
O homem, enquanto Atman (o verdadeiro Eu), é realmente livre; enquanto homem, está preso, alterado por cada condição física. Enquanto homem, é uma máquina com uma ideia de liberdade; mas este corpo humano é o melhor, e a mente humana é a mais elevada que existe. Quando um homem atinge o estado de Atman, pode assumir um corpo, ajustando-o a si mesmo; ele está acima da lei. Esta é uma afirmação e precisa ser provada. Cada um deve prová-la por si mesmo; podemos satisfazer a nós mesmos, mas não podemos satisfazer a outrem. O Raja-Yoga (a via régia da concentração) é a única ciência da religião que pode ser demonstrada; e só ensino o que eu mesmo provei pela experiência. A plena maturidade da razão é a intuição, mas a intuição não pode antagonizar a razão.
O trabalho purifica o coração e assim conduz à vidya (o saber espiritual). Os budistas diziam que fazer o bem aos homens e aos animais eram as únicas obras; os brâmanes diziam que o culto e todas as cerimônias eram igualmente "obra" e purificavam a mente. Shankara declara que "todas as obras, boas e más, são contrárias ao conhecimento". As ações que tendem à ignorância são pecados, não diretamente, mas como causas, porque tendem a aumentar tamas e rajas. Somente com sattva vem a sabedoria. Os atos virtuosos retiram o véu de sobre o conhecimento, e só o conhecimento pode nos fazer ver Deus.
O conhecimento nunca pode ser criado, só pode ser descoberto; e todo homem que faz uma grande descoberta é inspirado. Apenas, quando é uma verdade espiritual que ele traz, nós o chamamos de profeta; e quando é no plano físico, nós o chamamos de homem de ciência, e atribuímos mais importância ao primeiro, embora a fonte de toda verdade seja uma só.
Shankara diz que Brahman (a Realidade absoluta) é a essência, a realidade de todo conhecimento, e que todas as manifestações como conhecedor, conhecer e conhecido são meras imaginações em Brahman. Ramanuja atribui consciência a Deus; os verdadeiros monistas não atribuem nada, nem mesmo existência em qualquer sentido que possamos lhe dar. Ramanuja declara que Deus é a essência do conhecimento consciente. A consciência indiferenciada, ao diferenciar-se, torna-se o mundo. . . .
O budismo, uma das religiões mais filosóficas do mundo, espalhou-se por toda a população, a gente comum da Índia. Que cultura maravilhosa deve ter havido entre os arianos há dois mil e quinhentos anos, para serem capazes de apreender tais ideias!
Buda foi o único grande filósofo indiano que não reconhecia a casta, e nenhum de seus seguidores permaneceu na Índia. Todos os outros filósofos transigiram, em maior ou menor grau, com os preconceitos sociais; por mais alto que voassem, ainda restava neles um pouco do abutre. Como meu Mestre costumava dizer: "O abutre voa tão alto que se perde de vista no céu, mas seu olhar está sempre fixo num pedaço de carniça na terra."
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Os antigos hindus eram eruditos admiráveis, verdadeiras enciclopédias vivas. Diziam eles: "Conhecimento nos livros e dinheiro nas mãos de outras pessoas é o mesmo que conhecimento nenhum e dinheiro nenhum."
Shankara era considerado por muitos uma encarnação de Shiva.
English
(RECORDED BY MISS S. E. WALDO, A DISCIPLE)
TUESDAY, July 9, 1895.
Man as Atman is really free; as man he is bound, changed by every physical condition. As man, he is a machine with an idea of freedom; but this human body is the best and the human mind the highest mind there is. When a man attains to the Atman state, he can take a body, making it to suit himself; he is above law. This is a statement and must be proved. Each one must prove it for himself; we may satisfy ourselves, but we cannot satisfy another. Râja-Yoga is the only science of religion that can be demonstrated; and only what I myself have proved by experience, do I teach. The full ripeness of reason is intuition, but intuition cannot antagonise reason.
Work purifies the heart and so leads to Vidyâ (wisdom). The Buddhists said, doing good to men and to animals were the only works; the Brahmins said that worship and all ceremonials were equally "work" and purified the mind. Shankara declares that "all works, good and bad, are against knowledge". Actions tending to ignorance are sins, not directly, but as causes, because they tend to increase Tamas and Rajas. With Sattva only, comes wisdom. Virtuous deeds take off the veil from knowledge, and knowledge alone can make us see God.
Knowledge can never be created, it can only be discovered; and every man who makes a great discovery is inspired. Only, when it is a spiritual truth he brings, we call him a prophet; and when it is on the physical plane, we call him a scientific man, and we attribute more importance to the former, although the source of all truth is one.
Shankara says, Brahman is the essence, the reality of all knowledge, and that all manifestations as knower, knowing, and known are mere imaginings in Brahman. Ramanuja attributes consciousness to God; the real monists attribute nothing, not even existence in any meaning that we can attach to it. Ramanuja declares that God is the essence of conscious knowledge. Undifferentiated consciousness, when differentiated, becomes the world. . . .
Buddhism, one of the most philosophical religions in the world, spread all through the populace, the common people of India. What a wonderful culture there must have been among the Aryans twenty-five hundred years ago, to be able to grasp ideas!
Buddha was the only great Indian philosopher who would not recognise caste, and not one of his followers remains in India. All the other philosophers pandered more or less to social prejudices; no matter how high they soared, still a bit of the vulture remained in them. As my Master used to say, "The vulture soars high out of sight in the sky, but his eye is ever on a bit of carrion on the earth."
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The ancient Hindus were wonderful scholars, veritable living encyclopaedias. They said, "Knowledge in books and money in other people's hands is like no knowledge and no money at all."
Shankara was regarded by many as an incarnation of Shiva.
Texto do Wikisource, em domínio público. Publicação original da Advaita Ashrama.