Razão, Fé e Amor
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Português
RAZÃO, FÉ E AMOR
[Swamiji fizera do lar da família Hale a sua sede durante quase todo o ano de 1894, antes que o eixo de suas atividades se deslocasse para o leste, em direção à Costa do Atlântico. Foi em papel de carta de George W. Hale e, portanto, presumivelmente, durante uma de suas estadas na casa deste último, que Swamiji rabiscou a lápis uma série de notas sobre os temas da razão, da fé e do amor, que vieram à luz recentemente. Infelizmente, a data do manuscrito não pode ser determinada com exatidão.]
A razão — tem seus limites — sua base —
sua degeneração. Os muros à sua volta —
Agnosticismo. Ateísmo. Mas não se deve parar
O além está agindo sobre nós, influenciando-nos a cada
instante — o céu, as estrelas agindo sobre nós — mesmo
aquelas não vistas. Portanto, é preciso ir além — a razão
sozinha não pode ir — o finito não pode alcançar o infinito
A fé, sua degeneração quando sozinha — intolerância
fanatismo — sectarismo. Estreitando
finito, portanto, não pode chegar ao infinito
Às vezes ganha em intensidade, mas perde em
extensão — e, nos intolerantes e fanáticos, torna-se
adoração de seu próprio orgulho e vaidade
Não haverá outro caminho — há o Amor
ele jamais degenera — pacífico, abrandando
sempre se alargando — o universo é pequeno demais
para a sua expansividade.
Não podemos defini-lo, só podemos rastreá-lo
através de seu desenvolvimento e descrever o que o circunda
Ele é, a princípio — o que a gravitação
é para o mundo externo — uma tendência à unificação
as formas e as convenções são a sua morte.
A adoração por meio de formas — métodos — serviços
formas — até então não há amor.
Quando o amor chega, o método morre.
Linguagem humana e formas humanas: Deus como pai, Deus como mãe, Deus como
o amante — Surata-vardhanam etc. O Cântico dos
Cânticos de Salomão — Dependência e independência
Amor, Amor —
Amar a esposa casta — Anasuya, Sita —
não como dever árido e duro, mas como amor
sempre agradável — adoração a Sita —
A loucura do Amor — o homem embriagado de Deus
A alegoria de Radha — mal compreendida
A restrição, mais aumento —
A luxúria é a morte do amor
O ego é a morte do amor
do individual ao geral
Do concreto ao abstrato — ao absoluto
O maometano em oração e a moça
A Compaixão — Kabir —
A freira cristã de cujas mãos brotou sangue
O Santo maometano
Cada partícula buscando o seu próprio complemento
Quando o encontra, está em repouso
Cada homem buscando — felicidade — e estabilidade
A busca é real, mas os objetos são em si mesmos
apenas — a felicidade, porém, chega a eles, ao menos momentaneamente,
por meio da busca desses objetos.
O único objeto imutável e o único complemento do caráter e
das aspirações da Alma humana é Deus.
O Amor é a luta de uma Alma humana para encontrar o seu
complemento, o seu equilíbrio estável, o seu repouso infinito.
A razão — tem seus limites — sua base —
sua degeneração. Os muros à sua volta —
Agnosticismo. Ateísmo. Mas não se deve parar
O além está agindo sobre nós, influenciando-nos a cada
instante — o céu, as estrelas agindo sobre nós — mesmo
aquelas não vistas. Portanto, é preciso ir além — a razão
sozinha não pode ir — o finito não pode alcançar o infinito
A fé, sua degeneração quando sozinha — intolerância
fanatismo — sectarismo. Estreitando
finito, portanto, não pode chegar ao infinito
Às vezes ganha em intensidade, mas perde em
extensão — e, nos intolerantes e fanáticos, torna-se
adoração de seu próprio orgulho e vaidade
Não haverá outro caminho — há o Amor
ele jamais degenera — pacífico, abrandando
sempre se alargando — o universo é pequeno demais
para a sua expansividade.
Não podemos defini-lo, só podemos rastreá-lo
através de seu desenvolvimento e descrever o que o circunda
Ele é, a princípio — o que a gravitação
é para o mundo externo — uma tendência à unificação
as formas e as convenções são a sua morte.
A adoração por meio de formas — métodos — serviços
formas — até então não há amor.
Quando o amor chega, o método morre.
Linguagem humana e formas humanas: Deus como pai, Deus como mãe, Deus como
o amante — Surata-vardhanam etc. O Cântico dos
Cânticos de Salomão — Dependência e independência
Amor, Amor —
Amar a esposa casta — Anasuya, Sita —
não como dever árido e duro, mas como amor
sempre agradável — adoração a Sita —
A loucura do Amor — o homem embriagado de Deus
A alegoria de Radha — mal compreendida
A restrição, mais aumento —
A luxúria é a morte do amor
O ego é a morte do amor
do individual ao geral
Do concreto ao abstrato — ao absoluto
O maometano em oração e a moça
A Compaixão — Kabir —
A freira cristã de cujas mãos brotou sangue
O Santo maometano
Cada partícula buscando o seu próprio complemento
Quando o encontra, está em repouso
Cada homem buscando — felicidade — e estabilidade
A busca é real, mas os objetos são em si mesmos
apenas — a felicidade, porém, chega a eles, ao menos momentaneamente,
por meio da busca desses objetos.
O único objeto imutável e o único complemento do caráter e
das aspirações da Alma humana é Deus.
O Amor é a luta de uma Alma humana para encontrar o seu
complemento, o seu equilíbrio estável, o seu repouso infinito.
A razão — tem seus limites — sua base —
sua degeneração. Os muros à sua volta —
Agnosticismo. Ateísmo. Mas não se deve parar
O além está agindo sobre nós, influenciando-nos a cada
instante — o céu, as estrelas agindo sobre nós — mesmo
aquelas não vistas. Portanto, é preciso ir além — a razão
sozinha não pode ir — o finito não pode alcançar o infinito
A fé, sua degeneração quando sozinha — intolerância
fanatismo — sectarismo. Estreitando
finito, portanto, não pode chegar ao infinito
Às vezes ganha em intensidade, mas perde em
extensão — e, nos intolerantes e fanáticos, torna-se
adoração de seu próprio orgulho e vaidade
Não haverá outro caminho — há o Amor
ele jamais degenera — pacífico, abrandando
sempre se alargando — o universo é pequeno demais
para a sua expansividade.
Não podemos defini-lo, só podemos rastreá-lo
através de seu desenvolvimento e descrever o que o circunda
Ele é, a princípio — o que a gravitação
é para o mundo externo — uma tendência à unificação
as formas e as convenções são a sua morte.
A adoração por meio de formas — métodos — serviços
formas — até então não há amor.
Quando o amor chega, o método morre.
Linguagem humana e formas humanas: Deus como pai, Deus como mãe, Deus como
o amante — Surata-vardhanam etc. O Cântico dos
Cânticos de Salomão — Dependência e independência
Amor, Amor —
Amar a esposa casta — Anasuya, Sita —
não como dever árido e duro, mas como amor
sempre agradável — adoração a Sita —
A loucura do Amor — o homem embriagado de Deus
A alegoria de Radha — mal compreendida
A restrição, mais aumento —
A luxúria é a morte do amor
O ego é a morte do amor
do individual ao geral
Do concreto ao abstrato — ao absoluto
O maometano em oração e a moça
A Compaixão — Kabir —
A freira cristã de cujas mãos brotou sangue
O Santo maometano
Cada partícula buscando o seu próprio complemento
Quando o encontra, está em repouso
Cada homem buscando — felicidade — e estabilidade
A busca é real, mas os objetos são em si mesmos
apenas — a felicidade, porém, chega a eles, ao menos momentaneamente,
por meio da busca desses objetos.
O único objeto imutável e o único complemento do caráter e
das aspirações da Alma humana é Deus.
O Amor é a luta de uma Alma humana para encontrar o seu
complemento, o seu equilíbrio estável, o seu repouso infinito.
English
REASON, FAITH AND LOVE
[Swamiji had made the home of the Hale family his headquarters during almost all of 1894 before the pivot of his activities moved eastward to the Atlantic Coast. It was on George W. Hale's letter paper and thus, presumably, during one of his stays in the latter's home, that Swamiji jotted down in pencil a series of notes on the subjects of reason, faith, and love, which have recently come to light. Unfortunately the date of the manuscript cannot be accurately determined.]
Reason—has its limits—its base—
its degeneration. The walls round it—
Agnosticism. Atheism. But must not stop
The beyond is acting upon influencing us every
moment—the sky the stars acting upon us—even
those not seen. Therefore must go beyond—reason
alone can't go—finite cannot get at the infinite
Faith its degeneration when alone—bigotry
fanaticism—sectarianism. Narrowing
finite therefore cannot get to the infinite
Sometimes gain in intensity but loses in
extensity—and in bigots & fanatics become
worship of his own pride & vanity
Is there no other way—there is Love
it never degenerates—peaceful softening
ever widening—the universe is too small
for its expansiveness.
We cannot define it we can only trace
it through its development and describe its surroundings
It is at first—what the gravitation
is to the external world—a tendency to unification
forms and conventionalities are its death.
Worship through forms—methods—services
forms—up to then no love.
When love comes method dies.
Human language and human forms God as father, God as mother, God as
the lover—Surata-vardhanam etc. Solomon's Song of
Songs—Dependence and independence
Love Love—
Love the chaste wife—Anasuya Sita—
not as hard dry duty but as ever pleasing
love—Sita worship—
The madness of Love—God intoxicated man
The allegory of Radha—misunderstood
The restriction more increase—
Lust is the death of love
Self is the death of love
individual to general
Concrete to abstract—to absolute
The praying Mohammedan and the girl
The Sympathy—Kabir—
The Christian nun from whose hands blood came
The Mohammedan Saint
Every particle seeking its own complement
When it finds that it is at rest
Every man seeking—happiness—& stability
The search is real but the objects are themselves
but happiness is coming to them momentary at least
through the search of these objects.
The only object unchangeable and the only complement of character and
aspirations of the human Soul is God.
Love is struggle of a human Soul to find its
complement its stable equilibrium its infinite rest.
Reason—has its limits—its base—
its degeneration. The walls round it—
Agnosticism. Atheism. But must not stop
The beyond is acting upon influencing us every
moment—the sky the stars acting upon us—even
those not seen. Therefore must go beyond—reason
alone can't go—finite cannot get at the infinite
Faith its degeneration when alone—bigotry
fanaticism—sectarianism. Narrowing
finite therefore cannot get to the infinite
Sometimes gain in intensity but loses in
extensity—and in bigots & fanatics become
worship of his own pride & vanity
Is there no other way—there is Love
it never degenerates—peaceful softening
ever widening—the universe is too small
for its expansiveness.
We cannot define it we can only trace
it through its development and describe its surroundings
It is at first—what the gravitation
is to the external world—a tendency to unification
forms and conventionalities are its death.
Worship through forms—methods—services
forms—up to then no love.
When love comes method dies.
Human language and human forms God as father, God as mother, God as
the lover—Surata-vardhanam etc. Solomon's Song of
Songs—Dependence and independence
Love Love—
Love the chaste wife—Anasuya Sita—
not as hard dry duty but as ever pleasing
love—Sita worship—
The madness of Love—God intoxicated man
The allegory of Radha—misunderstood
The restriction more increase—
Lust is the death of love
Self is the death of love
individual to general
Concrete to abstract—to absolute
The praying Mohammedan and the girl
The Sympathy—Kabir—
The Christian nun from whose hands blood came
The Mohammedan Saint
Every particle seeking its own complement
When it finds that it is at rest
Every man seeking—happiness—& stability
The search is real but the objects are themselves
but happiness is coming to them momentary at least
through the search of these objects.
The only object unchangeable and the only complement of character and
aspirations of the human Soul is God.
Love is struggle of a human Soul to find its
complement its stable equilibrium its infinite rest.
Reason—has its limits—its base—
its degeneration. The walls round it—
Agnosticism. Atheism. But must not stop
The beyond is acting upon influencing us every
moment—the sky the stars acting upon us—even
those not seen. Therefore must go beyond—reason
alone can't go—finite cannot get at the infinite
Faith its degeneration when alone—bigotry
fanaticism—sectarianism. Narrowing
finite therefore cannot get to the infinite
Sometimes gain in intensity but loses in
extensity—and in bigots & fanatics become
worship of his own pride & vanity
Is there no other way—there is Love
it never degenerates—peaceful softening
ever widening—the universe is too small
for its expansiveness.
We cannot define it we can only trace
it through its development and describe its surroundings
It is at first—what the gravitation
is to the external world—a tendency to unification
forms and conventionalities are its death.
Worship through forms—methods—services
forms—up to then no love.
When love comes method dies.
Human language and human forms God as father, God as mother, God as
the lover—Surata-vardhanam etc. Solomon's Song of
Songs—Dependence and independence
Love Love—
Love the chaste wife—Anasuya Sita—
not as hard dry duty but as ever pleasing
love—Sita worship—
The madness of Love—God intoxicated man
The allegory of Radha—misunderstood
The restriction more increase—
Lust is the death of love
Self is the death of love
individual to general
Concrete to abstract—to absolute
The praying Mohammedan and the girl
The Sympathy—Kabir—
The Christian nun from whose hands blood came
The Mohammedan Saint
Every particle seeking its own complement
When it finds that it is at rest
Every man seeking—happiness—& stability
The search is real but the objects are themselves
but happiness is coming to them momentary at least
through the search of these objects.
The only object unchangeable and the only complement of character and
aspirations of the human Soul is God.
Love is struggle of a human Soul to find its
complement its stable equilibrium its infinite rest.
Texto do Wikisource, em domínio público. Publicação original da Advaita Ashrama.